Dante Monteiro supera limitações técnicas e fecha a 10ª etapa da Fórmula 1600 com vitória na Light em Interlagos
- Carlos Rossi
- 21 de dez. de 2025
- 4 min de leitura

Piloto da San Race encerra temporada de estreia no automobilismo com desempenho consistente, maturidade em pista e triunfo na divisão Light
Mesmo enfrentando um fim de semana tecnicamente ingrato, Dante Monteiro mostrou em Interlagos que competitividade não se mede apenas em velocidade final. Pela 10ª e última etapa da temporada 2025 da Fórmula 1600, o piloto do carro nº 39 da San Race saiu da capital paulista com um quarto lugar na primeira prova e, no dia seguinte, com a vitória na divisão Light, resultado construído na base do controle, leitura de corrida e aproveitamento máximo do equipamento disponível.
A base de tudo havia sido lançada ainda antes das corridas. Após sessões de treinos marcadas por ajustes finos e análise cuidadosa do comportamento do carro, Dante garantiu o terceiro lugar no grid da divisão Light e a sétima posição no geral na sessão classificatória da sexta-feira, em um contexto que já indicava limitações no desempenho do conjunto, especialmente em velocidade de reta. Ainda assim, a posição de largada o colocava em condições reais de brigar nas duas provas do fim de semana.
No sábado (20/12), largando justamente do sétimo posto geral e terceiro entre os Light, Dante não perdeu tempo para se inserir nas disputas mais intensas do pelotão. Logo nas primeiras voltas, sustentou a terceira colocação da divisão e se lançou em batalhas roda a roda, chegando a protagonizar situações de three wide no fim da reta de Interlagos. Em meio a essas disputas, chegou a disputar a vice-liderança da Light, mas acabou cedendo terreno à medida que a corrida avançava e a deficiência de velocidade do carro # 39 se tornava mais evidente.
Mesmo assim, Dante seguiu insistindo e manteve o carro competitivo dentro do possível. Após cair para a quinta posição da divisão, atrás de Gabriel Souza e E. Schimidt, conseguiu recuperar uma colocação nas voltas finais para cruzar a linha de chegada em terceiro lugar na Light (com a desclassificação de Gabriel Souza), resultado que traduziu mais eficiência do que conforto técnico ao longo da prova.
A confirmação de que os problemas não haviam sido totalmente resolvidos era evidente a partir da leitura visual da corrida: nas retas, o carro de Dante claramente não conseguia acompanhar o ritmo dos adversários diretos. Ainda assim, o domingo reservava um roteiro diferente.
Na tarde quente e ensolarada de domingo, Dante alinhou o carro nº 39 na sexta posição do grid geral para a Corrida 2. Ciente das limitações que o acompanhavam desde os treinos livres, o plano era claro: extrair tudo o que fosse possível do equipamento, sem excessos, mas também sem concessões. Autorizada a largada, o piloto manteve o acelerador cravado no assoalho e passou a administrar a prova com precisão, focado em manter ritmo, evitar erros e capitalizar qualquer oportunidade.
Com controle absoluto do carro e uma condução madura, Dante Monteiro transformou um cenário teoricamente desfavorável em resultado máximo. Sem desperdiçar desempenho e impondo constância ao longo da prova, recebeu a bandeira quadriculada em segundo lugar na divisão Light, que após a desclassificação de Lucas Monteiro, se converteria no fechamento da etapa com uma vitória construída na inteligência e na resiliência.
“Sentimos desde os treinos que o carro não estava com a potência de costume. Claro que dava para buscar algo a mais, mas, dentro do que tivemos, os resultados foram muito positivos. A equipe sabe onde mexer e seguimos trabalhando forte”, avaliou o piloto.
O triunfo em Interlagos também serviu para encerrar de forma simbólica e consistente a temporada de estreia de Dante Monteiro no automobilismo. Em 2025, o piloto fez sua primeira experiência em carros justamente na Fórmula 1600, chegando à categoria apenas a partir da terceira etapa do campeonato. Ainda assim, mesmo com calendário reduzido em relação aos principais concorrentes, Dante rapidamente demonstrou maturidade de veterano e apuro técnico em pista, características que se refletiram tanto em sua regularidade quanto na capacidade de leitura estratégica das corridas.
Foi justamente nesse contexto que Dante entrou para a história da categoria ao se tornar, no Autódromo Velocitta, em Mogi Guaçu, o piloto mais jovem — com apenas 14 anos — a vencer uma corrida da Fórmula 1600 na divisão Light. Após aquele marco inicial, o piloto voltou a repetir o feito em outras duas oportunidades ao longo do campeonato, sendo a vitória em Interlagos a terceira e última de sua temporada de estreia na categoria. E como se isso não bastasse, Dante também registrou seu nome na história da F-1600 ao se tornar o piloto mais jovem a cravar uma pole position geral, feito este que também se deu no Veloccita.
Assim, mais do que um bom resultado isolado, o desfecho da 10ª etapa reforça um ano de afirmação: estreia tardia no calendário, feitos históricos, repetição de desempenho e maturidade técnica mesmo diante de adversidades — credenciais que colocam Dante Monteiro como um dos nomes mais promissores da nova geração da Fórmula 1600.
Dante Monteiro corre com o apoio de Pirow Filtros, HCR Construtora, Kampai Imóveis, Red Line Motor Sport e San Race.
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Assessoria de Imprensa
Carlos Rossi / CARR




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